Nunes Marques reúne diplomatas para discutir urnas e IA nas eleições
Atualmente sem embaixador no Brasil, os Estados Unidos estão sendo representados pela encarregada de negócios, Kimberly Kelli
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, se reúne nesta segunda-feira (17/8) com cerca de 100 representantes de embaixadas instaladas no Brasil para tratar da segurança das urnas eletrônicas e do uso de inteligência artificial (IA) nas eleições. Segundo o TSE, a Embaixada dos Estados Unidos enviará um representante ao encontro.
Os EUA estão atualmente sem embaixador no Brasil. A representação diplomática é comandada interinamente pela diplomata Kimberly Kelli, encarregada de negócios. A corte eleitoral não informou se ela participará da reunião.
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A expectativa é que Nunes Marques reforce a defesa do sistema eletrônico de votação, como fez em junho, quando se encontrou com 25 representantes diplomáticos. O posicionamento ocorreu no mesmo período em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, divulgou informações falsas sobre as urnas, provocando uma reação da Justiça Eleitoral. Ao anunciar a reunião de hoje, o TSE classificou a urna eletrônica como um “patrimônio do povo brasileiro”.
Nunes Marques também deve apresentar aos diplomatas as medidas de contingência preparadas pela corte para lidar com deepfakes, conteúdos produzidos por inteligência artificial e disparos em massa de desinformação durante a campanha. Nos próximos dias, o TSE deve estabelecer um precedente sobre a aplicação das regras que proíbem deepfakes no processo eleitoral, ao julgar o caso de um vídeo produzido por IA no qual uma simulação do ex-presidente Jair Bolsonaro aparece declarando apoio ao filho.
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Visto
A reunião foi marcada depois que a área internacional do TSE foi procurada pela Embaixada dos Estados Unidos para discutir uma possível visita de integrantes do governo norte-americano. A audiência, porém, não foi realizada em razão do recesso do Judiciário.
Poucos dias antes, o Itamaraty havia negado vistos a dois funcionários do governo dos EUA que pretendiam viajar ao Brasil oficialmente para discutir liberdade de expressão no contexto eleitoral. Na análise interna, foi considerado o fato de que o pedido ocorreu simultaneamente aos questionamentos de Flávio Bolsonaro sobre as urnas eletrônicas.
Paralelamente ao encontro, o TSE iniciou uma rodada de reuniões com diplomatas para tratar das Missões de Observação Eleitoral (MOEs) internacionais que acompanharão as Eleições Gerais de 2026. O grupo será formado por representantes da Organização dos Estados Americanos (OEA), União Europeia, Parlamento do Mercosul (Parlasul), União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore), Liga dos Estados Árabes e Rede dos Órgãos Jurisdicionais de Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Rojae-CPLP).
Na semana passada, representantes da Organização das Nações Unidas (ONU), da União Europeia, dos Estados Unidos e de Cuba estiveram no TSE para discutir a participação nas missões. Na quinta-feira (13), integrantes da embaixada norte-americana se reuniram com a corte eleitoral. A delegação foi composta pelo conselheiro político adjunto, Ray R. Sudweeks, pelo primeiro-secretário, Sean R. Smith, e pela especialista política Daniela Mota.
www.valenoticiapb.com.br – Benes Lindolfo, Registro Profissional, DRT-PB, Nº 683. Por Armando Holanda , Correio Braziliense. Crédito: Luiz Roberto/TSE).







