Combustíveis mais caros no Brasil podem estimular importação, diz Abicom

Segundo a entidade, os preços praticados no país tanto da gasolina quanto do etanol estão acima da paridade com o mercado internacional, apesar da crise na Venezuela provocada pelos EUA

 

Dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) divulgados nesta quarta-feira (7/1) mostram que os preços dos combustíveis praticados no país estão acima do mercado internacional. A pesquisa, feita com base em um levantamento feito ontem, mostra que a gasolina está 12% mais cara e que a média de defasagem do óleo diesel é de 5%.

 

O levantamento demonstra que a tendência para o preço do petróleo voltou a ser de queda, apesar dos movimentos ocorridos no fim de semana, que levaram à captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse que as empresas dos EUA poderiam acessar as reservas de petróleo no país sul-americano, com resposta ao aumento da influência da China na região.

 

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Diante disso, a vantagem para a importação de diesel e gasolina ao mercado brasileiro fica maior, como reforça a própria Abicom: “Com a redução no câmbio acompanhada pelos preços de referência da gasolina e do óleo diesel no mercado internacional no fechamento do dia útil anterior, o cenário médio de preços está acima da paridade para a gasolina e para o óleo diesel”.

 

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Entre os cinco polos com operações da Petrobras e considerados pela pesquisa, a unidade de Itacoatiara, no Amazonas, teve a maior defasagem (8%) do país, enquanto as menores (4%) foram registradas em Paulínia (SP) e Araucária (PR). Em valores nominais, a média de defasagem da gasolina nesse dia foi de R$ 0,34, enquanto que do óleo diesel foi de R$ 0,17.

 

www.valenoticiapb.com.br – Por Benes Lindolfo, Registro Profissional, DRT-PB, Nº 683. Com Correio Braziliense. Por Raphael Pati. Crédito: Kayo Magalhães/CB/D.A Press

 

 

 



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