Presidente do TSE afirmou, porém, que em caso de aprovação da medida no Congresso e no Judiciário ela será adotada

 

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, voltou a criticar, nesta quarta-feira (9), uma possível alteração do atual sistema de votação eletrônica para um modo híbrido, com a implementação da impressão do voto. A fala foi proferida em uma participação do ministro em sessão na Comissão Geral da Câmara.

 

– Essa é uma decisão política. Se o Congresso decidir que deve ter voto impresso e o Supremo validar, vai ter voto impresso. Mas vai piorar. A vida vai ficar bem pior, vai ficar parecido com o que era antes – disse.

 

Barroso apontou como dificuldades para implementação do novo método, o custo de R$ 2 bilhões para viabilizar o voto impresso, além de dificuldades administrativas, com realização de licitações para comprar novas urnas e elaboração de projeto para a alteração.

 

– Faz bastante diferença [a alteração], é uma opção que cabe ao Congresso. Só gostaria de lembrar que só não realizamos o Censo por falta de dinheiro e que as Forças Armadas não puderam ajudar numa operação, que eu mesmo determinei para proteger comunidades indígenas e garimpeiros num conflito, porque não tinha recursos – afirmou.

 

www.valenoticiapb.com.br – Com Paulo Moura, Pleno.News, Foto: Nelson Jr./SCO/STF

 



Publicidades